força

Novembro 26, 2009

O que é isso, o que é isso tudo que me faz sentir preso num corpo que já não existe, que me faz ver o tempo passar e parar a minha respiração. Silêncio. Os meus sentimentos subvertem minha indignação que já nem sei de onde vem. A minha pele…

Quero controle, quero aprender a controlar meus anseios, fazer calar minhas aflições, tão bobas. Quero o fim deste cansaço que insiste em permanecer, que insiste em fazer sumir num piscar de olhos os momentos duma vida toda. Quero que o amanhecer traga esperança, alguma que me faça enxergar algum sentido na vida, que o que sempre me ergueu e guiou meus passos todos parece ter-se diluído num sopro de vento qualquer.

Será uma condição necessária? Será tudo isso necessário para que uma dita intensidade seja alcançada, para que para que nem sei sei

Não temo mais nada, que tempo parece estar tirando o que sempre lutei por


(sonho)

Novembro 17, 2009

Será isso o começo, o começo de tudo? Será a miha vida ter-se dado assim por que tinha mesmo que se dar de tal maneira?

Bege claro, as paredes do quarto me dando uma sensação de nostalgia, ao mesmo de tempo de alegria… Não sei, coisa alguma que parecia difusa por todo o meu corpo… Como a felicidade infinita de se sentir parte de um alguém, como a felicidade que é quando o sol nasce janela ao lado feito um sorriso que nos apazigua de qualquer das questões.

Era tudo branco e parecia que você existia. O mundo era outro, era distante… Não, não! Fantasias, como elas parecem distante! Verdade é que elas estão bem ao nosso lado, esperando que as despertemos. Tudo junto, tudo um aglomerado de sensações que era feito nem sei o que. Talvez o que os humanos chamam de amor. Algo que nos diz a razão da nossa existência efêmera.

O tempo é mesmo efêmero e parece ter feito o ano esvoaçar-se frente a mim, sem que ao menos percebesse o devanescer do dia. Ninguém me disse que seria tão nostálgico, que me daria tanta vontade de voltar, que me faria querer o início, tudo de novo, que cada sofrimento iria parece inexistente, insignificante, ante a presença deles… Ante a presença de todos que nunca consegui aproximação alguma.

Tenho medo do dia em que precisarei deixar essa cidade. Impressiona-me tanto isso, que nunca imaginei que iria dizer. Sinto lágrimas correndo pelo meu rosto, talvez para me tranquilizarem, para me dizerem que a vida não tem sentido se não a felicidade, se não a presença daqueles por quem o afeto parece fazer-nos querer presente para sempre.

Onde estaremos todos nós? Onde estarão os momentos que foram tão poucos mas de importância tão grande para mim? Onde estarão vocês se um dia a música me levar distante daqui?

Come up to meet you, tell you I’m sorry
You don’t know how lovely you are
I had to find you, Tell you I need you
And tell you I set you apart
Tell me your secrets, And ask me your questions
Oh let’s go back to the start
Running in circles, Coming in tails
Heads on a science apart
Nobody said it was easy
It’s such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be this hard
Oh take me back to the start
I was just guessing at numbers and figures
Pulling the puzzles apart
Questions of science, science and progress
Don’t speak as loud as my heart
And tell me you love me, Come back and haunt me
Oh when I rush to the start
Running in circles, Chasing tails
Coming back as we are
Nobody said it was easy
Oh it’s such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be so hard
I’m going back to the start


Novembro 13, 2009

nunca hão de ao menos imaginar o quão música é importante para mim. que eu escolhi viver por ela, que eu entreguei cada pensamento meu a única coisa que me aceitou num mundo tão distante.

e cada nota que faço nascer num piano há de libertar o meu corpo duma realidade que simplesmente inexiste para mim.

nunca hão de entender que a música, presente em cada poro do meu corpo, subverte qualquer das coisas materiais.


por toda a minha vida.

Outubro 14, 2009

A minha vida parece dar-se de devaneios, como se habitasse um mundo outro em que posso ver você o dia todo, em que o tempo parece inexistir ante às nossas divagações infinitas, em que não estou a distância alguma de você, em que o colorido do pôr do sol reluz nos seus olhos e parece agasalhar-me das minhas aflições.